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Câncer e Insuficiência Cardíaca

Um dos principais efeitos colaterais potenciais da quimioterapia no sistema cardiovascular é a insuficiência cardíaca. O aparecimento dessa complicação pode levar à interrupção do tratamento quimioterápico e comprometer o controle e a cura do câncer. Muitas vezes, a doença cardíaca pode ter pior prognóstico do que certas neoplasias.

A insuficiência cardíaca ocorre quando o coração não consegue mais bombear sangue suficiente para o resto do corpo, deixando de suprir as necessidades do organismo.

Em geral, a insuficiência cardíaca se manifesta nos primeiros meses após o início da quimioterapia. Porém, pode surgir nas primeiras semanas ou até mesmo tardiamente, anos após o tratamento. Quadros agudos podem se manifestar durante o tratamento quimioterápico, especialmente em indivíduos com fatores de risco ou quando são utilizadas doses acumuladas mais elevadas.

Sintomas da Insuficiência Cardíaca

  • Falta de ar (dispneia).

  • Dificuldade para respirar quando a pessoa está deitada (ortopneia).

  • Dificuldade para respirar ao se deitar para dormir. Pode ocorrer horas após a pessoa ter adormecido (dispneia paroxística noturna).

  • Cansaço.

  • Fadiga.

Sintomas digestivos, como anorexia ou diarreia.

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Prevenção da Insuficiência Cardíaca em Pacientes Oncológicos

Algumas medicações cardiovasculares podem ser utilizadas em pacientes com câncer para evitar a ocorrência da insuficiência cardíaca. As mais conhecidas são as estatinas, medicamentos indicados para o tratamento das doenças cardiovasculares em pacientes com ou sem câncer.

A detecção precoce da doença cardiovascular é importante para evitar que ela evolua e que a quimioterapia tenha que ser interrompida. Estudos mostram melhor recuperação cardíaca nos pacientes que são tratados precocemente.

Grupos de Risco para Insuficiência Cardíaca

O risco de insuficiência cardíaca decorrente da quimioterapia é maior nas seguintes situações:

  • Pacientes com menos de cinco anos ou mais de 65 anos de idade.

  • Pacientes que receberam radiação torácica prévia ou concomitante.

  • Portadores de doença cardíaca preexistente.

  • Pessoas com fatores de risco cardiovasculares.

Algumas comorbidades, como doença arterial periférica, doença arterial coronária, diabetes, hipertensão, enfisema e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), aumentam o risco de disfunção cardíaca nos pacientes com câncer.

Outras terapias antineoplásicas, incluindo as terapias com anticorpos monoclonais, chamadas de terapias-alvo, também estão associadas a um aumento na incidência da insuficiência cardíaca.

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O Núcleo de Cardio-Oncologia e a Prevenção da Insuficiência Cardíaca

A insuficiência cardíaca no paciente com câncer, quando relacionada ao uso de outras terapias que não as quimioterápicas, é reversível na maioria dos casos. No entanto, é fundamental a colaboração entre cardiologistas e oncologistas para o manejo adequado do problema com o objetivo de permitir a continuação do tratamento oncológico sem riscos à saúde cardiovascular do paciente.

A reversibilidade ou não da cardiotoxicidade associada à quimioterapia e ao tratamento antineoplásico depende do indivíduo, dos medicamentos antineoplásicos recebidos, da dose administrada, bem como do tempo de início da terapia cardiológica.

O Núcleo de Cardio-Oncologia do Hospital Sírio-Libanês conta com especialistas nas áreas de oncologia, cardiologia e hematologia. Por meio da troca de informações sobre a saúde dos pacientes, esses profissionais planejam e colocam em prática estratégias para diminuir o risco de insuficiência cardíaca e de outras ocorrências cardiovasculares nos pacientes oncológicos.


Mais informações sobre o Núcleo de Cardio-Oncologia do Hospital Sírio-Libanês

  • Telefone: +55 (11) 3394-5001.

  • Horário de atendimento: de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.